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A melhor embalagem é aquela que não existe!

Quem está minimamente familiarizado com os conceitos de sustentabilidade já conhece a política dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

REDUZIR o consumo de recursos naturais é imperativo para a sobrevivência do planeta, e serve para tudo: água, energia, madeira, minérios, petróleo… REUTILIZAR prolonga o tempo de uso daquele bem que já foi produzido e cuja existência, portanto, já consumiu parte desses recursos naturais. E RECICLAR é recuperar materiais já no final do seu ciclo de vida para reintroduzi-los no processo de fabrico de novos bens, evitando a extração e o consumo de mais matéria-prima.

Quando se pensa em embalagens, reduzir parece quase impossível. Elas são parte dos nossos hábitos de consumo e obviamente são relevantes em muitos aspectos: protegem e aumentam a vida útil dos produtos, carregam informações importantes para o consumidor, facilitam o transporte e armazenamento.

Mas a verdade é que nem tudo precisa de tanta embalagem – algumas coisas não precisam de embalagem alguma. Um brinquedo que se compre hoje, por exemplo, leva tanto tempo para ser retirado da caixa que a criança quase atinge a maioridade. Além da caixa em si, que geralmente leva plástico e cartão, ainda encontramos fitas de arame, suportes plásticos, pequenos sacos com peças e até mesmo parafusos de metal para assegurar que o brinquedo fique bem posicionado. Um pequeno eletrodoméstico ou gadget também costuma vir cheio de folhetos e saquinhos plásticos. Até frutas com casca veem embaladas! As empresas têm realmente exagerado na embalagem dos seus produtos, gastando matéria-prima em demasia e deixando depois um rasto de resíduos completamente desnecessários.

Por isso, da nossa parte podemos sempre escolher produtos sem embalagem, com mais quantidade por embalagem, com recarga ou que tenham embalagens sustentáveis – sim, é difícil escolher um produto só pela sua embalagem, mas atitudes proativas podem efetivamente compelir as indústrias a implementar as mudanças necessárias.

As embalagens sustentáveis são um meio importante de reduzir os impactos ambientais, sejam elas feitas de material orgânico ou reciclável. É claro que, verdadeiramente ecológicas, só mesmo as biodegradáveis. Mas, como elas ainda não têm muita viabilidade económica e raramente são encontradas, o melhor a fazer é optar pelas recicláveis. As mais comuns são:

  1. O vidro, que não leva nenhuma substância tóxica na sua composição, pode ser reutilizado e, se descartado, pode ser reciclado diversas vezes.
  2. O alumínio, apesar de depender de extração mineral, também é infinitamente reciclável e não contém toxinas.
  3. O cartão, que pode ser reciclado por volta de 10 vezes, diminui em muito a derrubada de árvores, aumenta o tempo de vida do produto e diminui a geração de resíduos que sobrecarregam o meio ambiente.

Já o plástico é o vilão das embalagens porque, apesar de reciclável em alguns casos, se for descartado incorretamente pode levar séculos para se decompor na natureza, contamina a vida marinha e a cadeia alimentar e pode causar sérios danos aos animais.

Portanto, sendo inevitável, é importante levar em conta o tipo de embalagem que trazemos para casa.

O reuso também é um bom método para combater o desperdício. E aí é hora de deixar a criatividade falar. Caixas de sapato são ótimas para guardar miudezas, caixas de ovos podem virar sementeiras, garrafas pet servem de mealheiro ou porta-lápis, sacolas plásticas viram sacos de lixo, caixas de cartão podem virar de robôs a contentores de lixo reciclável. O que não falta, aliás, são ideias giras na internet. Especialmente para quem tem miúdos em casa e algum jeitinho para as manualidades, dar um novo uso às embalagens é mesmo divertido! O importante é reaproveitá-las ao máximo, aumentando o quanto possível o seu tempo de vida.

E, como infelizmente não temos espaço nem tempo para tudo, algumas embalagens vão ter mesmo de parar ao lixo. Nesse caso, lembre-se de já ter separado os plásticos e metais dos papeis e vidros. Deposite esses resíduos nos contentores respetivos, nunca nos contentores de lixo comum.

A reciclagem não apenas evita o consumo de mais matéria-prima, como consome menos recursos e gera menos gases de efeito estufa do que a extração, o tratamento e o transporte de matérias virgens.

E por último, mas não menos importante, temos de ficar sempre atentos às políticas públicas e às práticas das empresas em relação à sustentabilidade. É delas a responsabilidade buscar soluções mais ecológicas, mas qualquer medida que implique mudança de padrões e aumento de custos só será tomada se os consumidores o demandarem.

Vamos plantar essa semente!

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