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Cruelty-free x Vegan

Muitas marcas atualmente consideram o veganismo e o vegetarianismo um bom nicho de mercado. 🌿 Por isso é cada vez mais comum encontrarmos produtos focados nesse público. Mas, para escolher com sabedoria, é muito importante conhecermos os conceitos por trás das nomenclaturas comumente associadas a essas alternativas, como vegan, cruelty free, natural e orgânico. Afinal, embora sejam todas opções eco-friendly ao consumo tradicional, esses termos têm significados diferentes, assim como os seus valores e processos de produção.

O termo vegano teve origem em 1944 no Reino Unido para expressar um modo de vida contra a exploração animal, seja na alimentação, roupas ou cosméticos. A Vegan Society define o veganismo como “uma maneira de viver que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade com animais para comida, roupas e qualquer outro propósito”. Ou seja, muito mais que um tipo de dieta, o veganismo é um estilo de vida, que busca diminuir a exploração animal ao máximo em todas e quaisquer circunstâncias.

Portanto, quando um produto tem um rótulo vegan, isso quer dizer que não foi usado na sua composição nenhum tipo de matéria-prima de origem animal, como mel e cera de abelhas, por exemplo. 🐝

Mas quais ingredientes de origem animal podem ser encontrados em cosméticos?

Infelizmente, não falamos apenas de leite, ovos ou mel. Por muito surpreendente que seja, podemos literalmente estar a utilizar na nossa pele e cabelos partes do corpo de animais mortos. 😕

A lista é extensa. De placenta a tutano de boi. Ou queratina animal feita de chifres, cascos, penas e pelos moídos. As indústrias de abate 🐂🐓🐴 também transformam em ingredientes cosméticos a carne e os ossos em decomposição de milhões de toneladas de animais mortos a cada ano. Segundo a PETA (People for the Ethical Tratment of Animals), até cães e gatos eutanasiados em abrigos podem ser utilizados como ingredientes na indústria cosmética. 🤯 E essa informação de maneira nenhuma fica clara nos rótulos dos produtos, o que nos deixa sem nenhum controle ou poder de decisão.

Hoje em dia já existem alternativas vegetais ou sintéticas para praticamente todos os ingredientes de origem animal, e com a mesma eficácia. Mas há muitas marcas que ainda utilizam os ingredientes de origem animal por uma razão muito simples: o lucro. 💰

Pois é. Esses ingredientes não são usados por serem melhores do que os derivados vegetais ou sintéticos, mas apenas porque são mais baratos. O refugo dos matadouros é hoje uma solução fácil e extremamente lucrativa.

Para suprir uma demanda cada vez maior surgiram então os produtos veganos, totalmente livres de exploração animal.

Quando uma marca se define como vegan, nenhuma etapa da produção utiliza produtos de origem animal ou faz testes em animais. Ou seja, isso se estende por toda a cadeia produtiva, garantindo que fornecedores também se abstenham de realizar qualquer tipo de exploração animal, seja por meio de testes ou como ingredientes em fórmulas. Para completar, é importante que as marcas vegan forneçam aos consumidores informações claras sobre o seu processo de produção, a matéria-prima e os fornecedores.

Já os produtos cruelty-free são aqueles que não foram testados em animais. 🐇🧪 Isso tem de se aplicar a toda a cadeia: nem o produto final nem qualquer dos seus ingredientes podem ter sido testados; nem a própria marca, nem a fábrica, nem os fornecedores nem os laboratórios terceirizados podem realizar os testes em animais. E a marca também fica impedida de comercializar os seus produtos em países onde o teste é regra, ainda que ele ocorra após a venda ou exportação. 

Obviamente, muitas marcas utilizam esse rótulo de forma desonesta, induzindo-nos ao erro. Elas próprias não realizam esses testes, mas sabem que os seus fornecedores o fazem ou pagam a laboratórios para que testem os produtos no seu lugar.

No mercado de higiene e beleza, esses testes são uma prática comum para testar a eficácia e segurança de um produto. A crueldade é absolutamente insustentável. Os animais sofrem reações adversas durante e após as experiências , enquanto sabemos que existem diversas outras formas de garantir a segurança humana na hora de usar um cosmético – tão ou mais eficazes que os testes em animais. 😡

Como então devem ser testados os cosméticos?

Produtos não testados em animais são testados in vitro ou in vivo, ou seja, em laboratório 🔭 ou com humanos voluntários (em condições de segurança, logicamente). Existem os testes microbiológicos e em tecidos artificiais. E a tecnologia também é uma grande aliada: já existem softwares que podem apontar possíveis reações adversas de uma substância no corpo humano com um alto grau de confiabilidade.

A União Europeia, por exemplo, proibiu os testes em animais para produtos cosméticos já em 2009. Mas, como não existe um selo oficial e único, concedido por lei, que assegure essa condição, organizações internacionais como a PETA, a Cruelty-Free International e Leaping Bunny desenvolveram os seus próprios mecanismos para identificar empresas que supostamente produzem cosméticos sem o uso de cobaias, conferindo-lhes o selo cruelty-free.

Nem sempre esses critérios levam em conta toda a crueldade animal que realmente envolve a fabricação de um produto. Logo, um selo cruelty-free pode facilmente induzir-nos ao erro. Afinal, se todo produto vegano é necessariamente cruelty-free, de outro lado nem sempre um cosmético cruelty-free é vegano. O fato de não haver testes em animais não assegura que não haja na fórmula ingredientes de origem animal. Isto é, usar um produto cruelty-free, mesmo que ele realmente o seja, não impede que estejamos a financiar a exploração animal de outras maneiras.

É bom saber também que, além dos selos concedidos legalmente e fiscalizados pelas organizações de proteção animal, também existem selos criados e usados de forma arbitrária pelas próprias marcas de cosméticos, de parca rastreabilidade e nenhuma confiabilidade. Há até exemplos até de marcas que usaram os selos das ONGs sem autorização legal, numa manobra de pura fraude ao consumidor. 😡

Por fim, tampouco podemos confundir os cosméticos veganos e orgânicos. Evidentemente nenhum deles foi testado em animais nem contem derivados na fórmula, mas existe uma diferença nas composições.

Um produto orgânico é feito a partir de ingredientes naturais oriundos da agricultura orgânica, cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos. Portanto, o vegano representa o respeito aos animais, enquanto o orgânico é sinónimo de respeito ao meio ambiente e ao ecossistema.

Assim, embora ambos sejam opções mais sustentáveis, não se pode concluir que os cosméticos veganos sejam necessariamente orgânicos.

Pode estar a perguntar-se por que compraria produtos veganos se não segue o veganismo. Existe uma ótima razão: vai estar a contribuir para as causas de bem-estar animal! 🦁 E, com as novas tecnologias, esses produtos têm se tornado cada vez mais acessíveis e comuns nas prateleiras. Dessa forma, podemos incluir alguns na nossa rotina, ainda que não nos tornemos veganos.

Respeitar e viver em harmoniza com as demais espécies animais é uma escolha – movida a amor, generosidade e compaixão. Vamos plantar essa semente! 🌱

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