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Quem é que escolhe as roupas lá em casa?

Deixar os miúdos decidirem o que vestir é um bom exercício de amadurecimento.

Usar a moda não significa apenas escolher uma roupa ou tentar repetir os looks das passarelas ou das redes sociais. No caso das crianças, a moda desempenha um papel na formação e na expressão da personalidade.

Quando muitos pequenos, não só temos de escolher as suas roupas, como temos imenso prazer em fazer isso. É tão bom! Mas é bom justamente porque, nessa fase, só escolhemos as roupas e acessórios dos miúdos com base no nosso próprio gosto e estilo pessoal.

Segundo psicólogos, a influência dos pais no estilo de vestir dos filhos pode seguir por muito tempo. É natural, inclusive porque são os mais velhos que compram as roupas da prole.

Mas também é natural que as crianças venham a querer decidir as suas roupas. Principalmente quando passam a ter mais contato com o ambiente externo, quando vão para a escola e estão com outros miúdos, ou quando passam a ter mais proximidade com a mídia.

Nessa fase, em vez de brigar e obrigá-los a vestir aquilo que gostamos, mais vale dar-lhes alguma independência para se vestir, pois isso faz parte e favorece o seu desenvolvimento. Um controle muito rígido sobre a escolha da roupa pode mesmo atrapalhar o desenvolvimento de comportamentos autónomos e gerar miúdos mais dependentes dos outros para tomar decisões. Ter a chance de experimentar, fazer escolhas e até de errar contribui muito para a construção da sua autoconfiança.

É claro que dar independência não é permitir que tomem todas as decisões sem supervisão. Os pais devem orientá-los para que façam as escolhas mais adequadas em relação às condições climáticas ou a determinados eventos, por exemplo. Incentivar a autonomia requer uma boa dose de comunicação, inclusive para garantir que os valores familiares sejam transmitidos também no tocante à moda e ao vestir.

Mas permitir que façam certas escolhas faz com que se sintam respeitados, valorizados e confiantes, e é também uma excelente fonte de aprendizado. Vez ou outra teremos uma criança a querer sair com uma camisola quente num dia de verão apesar da orientação dos pais? Teremos. E experimentar a sensação do calor a fará perceber na prática aquilo que os pais lhe disseram.

Crianças e adolescentes (por vezes, até mesmo os adultos!) tendem a imitar os outros de quem gostam, vestindo-se de forma parecida. Querer usar roupas iguais às dos amigos ou de celebridades e influenciadores é apenas natural, como fragmentos da formação da identidade.  

O papel dos pais, nesse caso, não é reprimir. Mas com o tempo devemos promover a individualidade e encorajá-los a seguir o seu próprio estilo, dando-lhes ferramentas para desenvolver habilidades de liderança e independência.

De tenra idade até a adolescência, precisamos esforçar-nos para controlar a ansiedade e os nossos próprios padrões estéticos, pois o mais importante é que os miúdos se sintam confortáveis e confiantes. Quando escolhemos as suas roupas, estamos a refletir o nosso desejo e personalidade, e não o da criança.

Por isso também devemos atentar para um costume que é muito engraçado, mas nem sempre justo: vestir os irmãos de igual pode inclusive ser prático, mas, para nos facilitar a vida ou alegrar a vista, estamos a forçar duas pessoas diferentes a um mesmo estilo, que na realidade pode não coincidir – podemos até não agradar nenhum deles.

Ficam aqui algumas dicas simples que podem ajudar com os mais pequenos:

Entenda a vontade da criança de escolher as próprias roupas como parte do seu desenvolvimento, e não algo que deve ser reprimido e punido. Isso ajudará a controlar os nervos.

Explique à criança que precisamos fazer escolhas adequadas às ocasiões e ao clima.

Disponibilize roupas apropriadas para a estação. Se os calções favoritos não estiverem à mão no inverno, a criança acabará por escolher as calças.

Quando for mesmo necessário, limite a escolha, selecionando dois looks para que a criança decida qual quer vestir.

Permita que o ato de se vestir seja uma atividade prazerosa, mas não deixe a criança ir à escola ou à igreja de pijamas, fatos ou outras roupas inadequadas. O adequado precisa ser aprendido desde cedo, e as regras sociais ou de convivência não impedem a liberdade de escolha. Um gesto simples como esse ajuda a criança a entender que existe o eu, o outro e a sociedade.

Mas, sempre que possível, deixe a criança ser quem ela é e expressar-se por meio das suas roupas e do seu estilo. É lindo ver nascer e moldar-se a identidade de uma criança ou adolescente!

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